Correndo com Cavalos

O profeta Jeremias é uma figura ímpar e valorosa na palavra de Deus. Ele foi muito usado por Deus numa época difícil da vida de Israel. O Povo, apesar das reformas propostas pelo rei Josias, não conseguia responder a Deus por causa da idolatria, de uma falsa vida religiosa e de uma confiança nos outros povos em detrimento de crerem sem ressalvas ao livramento de Deus.

É nesse momento que o Senhor faz uma pergunta tão emblemática ao profeta. E nos faz também da mesma forma nos dias de hoje. Como poderemos responder a Deus se muitos de nós ainda estamos correndo com homens que vão a pé? Deus espera que aqueles que o amam possam ser ligeiros como a Corsa e velozes como aqueles que vão a cavalo. O que é necessário para alguém correr com cavalos?

1. Uma identidade (Jr 1. 1,2)

Em primeiro lugar, a identidade nos livra de fragilidades emocionais que nos impede de avançar. Em segundo lugar, ela nos traz clareza de quem somos.
Uma identidade é representada por um nome (subtópico)

Deus em todo tempo se manifesta por um nome. O Deus de Abraão, Isaque, Jacó, etc. Em todos os momentos, o objetivo é nos dar senso de uma identidade. Somente poderemos correr no ritmo que o Senhor anseia, se tivermos consciência de nossa própria identidade. Deus é veloz e deseja que seus filhos também o sejam (1 Jo 3.2). O significado de um nome é encontrado no seu relacionamento com Deus. Jeremias significa O Senhor é exaltado ou O Senhor lança. Esse é o relacionamento de quem exalta o Senhor ou é lançado por Ele. O nome de Deus encontra-se em seu próprio nome.

2. Uma consagração e um senso de propósito (Jr.1.5)

Enquanto o conhecer fala de identificação, a consagração fala de separação para um propósito. Todo homem de Deus deve ter clareza do chamado e do propósito em sua vida. A nossa consagração irá depender dessa clareza de entendimento. Uma vez que temos essa clareza nos livramos da insegurança e nos lançamos na esperança de que Deus é o iniciador de todas as coisas e está no controle de qualquer situação. Esse conhecimento nos lança a viver e a experimentar uma vida de fé.

Deus, o Pai e originador de todas as coisas nos dá para o Seu propósito. Fomos dados para o ministério. Esse ministério é realizado em qualquer lugar. Seja na Igreja, no trabalho ou na escola. Em todos os lugares você foi dado por Deus para ser co-participante de sua grande obra. Quando temos esse senso de propósito nos dispomos a sair de nossa zona de segurança e de conforto egocêntrica para nos lançar no projeto de Deus.

3. Uma disposição de responder mesmo que se sinta incapaz (Jr 1. 6-8;18)

Há pessoas fortes demais. Poderosas demais. No entanto, quanto mais conhecemos a Deus e Seu propósito, mais sentimos aquém da resposta que pensamos ter que dar. Paulo enquanto Saulo se considerava extremamente poderoso e útil nas mãos de Deus a ponto de perseguir a Igreja. No entanto, ele teve revelação da grandeza de Deus e de Sua obra (1Co 15.9).

Mas, apesar de dizer que era o menor, Paulo disse que trabalhou mais que todos os outros apóstolos por causa da graça de Deus. Se confiarmos em nós, realmente não estamos aptos a ser usados por Deus, mas se confiarmos na Sua força e em Sua graça então podemos nos dispor a fazer o que for preciso.
O que fez Jeremias mudar da postura de uma criança para “coluna de ferro” e “muro de bronze”?

O Senhor deu a Jeremias duas visões para convencê-lo que a obra era do Senhor e ele era apenas um vaso na mão do oleiro: uma vara de amendoeira e uma panela de água fervente (Jr 1.11-12).

1. O cumprimento de uma promessa- As flores da amendoeira que desabrocham no final do inverno é a esperança de uma nova estação. As flores são como as palavras do Senhor. Elas se transformam em algo (Jo 1.14). Eis porque Ele vela pela sua Palavra para cumpri-la.

2. A panela fervente que vem do norte – simboliza o mal, mas delimita sua ação. Esse mal é necessário, mas tem um local e um fim. Tudo esta sob o controle de Deus. Até mesmo o mal que vem sobre nós possui um tempo e local determinado.

Jeremias poderia confiar no Senhor. Por elas, ele pode manter o equilíbrio e a perseverança nas horas das adversidades que lhe sobrevieram.

4. Uma capacidade de pagar o preço – mesmo que vá contra a corrente (Jr 7.1-4)

Não há como falar do evangelho sem mencionar a cruz. Cruz é a vontade de Deus, é o caminho dEle. Sua forma de pensar e agir. Quando qualquer coisa vai de encontro a isso, você esta indo para a Cruz. O evangelho moderno é destituído de cruz porque busca seus próprios prazeres e constitui de respostas para o ego. É a Igreja fugindo da cruz. Mas, essa visão na realidade não é moderna apesar de usarmos esse termo. Pregar a palavra de Deus era cruz na vida de Jeremias. O povo nem os religiosos queriam ouvir sua mensagem.

5. Uma mente criativa (Jr 18.1-4)

Preste atenção em tudo que possa trazer ensino espiritual. Não menospreze os acontecimentos a sua volta e tente perceber princípios ou ensinos espirituais. Quando prestamos atenção no natural, possuindo olhos espirituais crescemos e podemos obter sabedoria das coisas de Deus.

6. Falar com Deus é sempre melhor que falar sobre Deus – o poder da oração (Jr. 15.15, 17-18)

Creio que poucos fariam uma oração como a de Jeremias. Como esta oração difere das orações piedosas, cheias de autopiedade e autopreservação, mas sem autenticidade com Deus. O senhor mostra Seus caminhos aos sinceros de coração. Autenticidade é uma virtude aprovada por Deus.

7. Uma vida persistente (Jr 25.3-5)

A perseverança está em alimentar-se da palavra de Deus diariamente. Nossa força é renovada, nosso encargo aquecido.

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