Palavra Pr. José Santa Ceia

Pr. José da Silva

SANTA CEIA

João 6:22-54

Participar da Santa Ceia do Senhor é o maior privilegio do cristão, depois da salvação. Por quê? Hoje, todos os que crêem em Jesus podem assentar-se a mesa e ceiar. Mas, antigamente, estar na presença de Deus era um privilégio para apenas alguns escolhidos.

Deus abriu o caminho para que o homem pudesse estar diante dEle. Esse processo começou com a criação do povo de Israel. O que eles viveram foi a sombra do que nós vivemos hoje, o judaísmo aponta para o cristianismo. Através das leis que o Senhor deu a Moisés, Ele queria revelar-se como um Deus íntegro, com mão forte. Deus também ordenou que fosse estabelecido um tabernáculo, rústico, feito de estacas e tecidos, onde Ele se manifestaria para seu povo escolhido. Dentro desse tabernáculo deveria ficar a Arca da Aliança com as tábuas da lei (que representavam a Verdade), a vara de Arão (a direção de Deus) e o maná que havia caído do céu (simbolizando o sustento).

Muitos anos depois, o rei Davi colocou em seu coração o propósito de construir um templo suntuoso para Deus. Esse templo, que foi construído na verdade por seu filho Salomão, foi destruído e depois reconstruído. Na época de Jesus, havia em Jerusalém pessoas de diversas origens, culturas e credos, mas apenas os judeus podiam entrar no Templo. Os gentios, como eram chamados os estrangeiros, não podiam nem mesmo entrar no pátio exterior. Para eles estava reservado o “pátio dos gentios”, no entorno do Templo.

Nem todos os judeus, no entanto, podiam entrar no Santo dos Santos, o lugar onde Deus se manifestava. A família entrava nos pátios, as mulheres deveriam permanecer no “átrio das mulheres”, um lugar descoberto. Os homens deviam dirigir-se a outro átrio. Subindo alguns degraus, chegava-se a um espaço fechado que era o Templo propriamente dito, mas nesse lugar apenas entravam os homens que fizessem parte da classe sacerdotal, ou seja, os descendentes de Arão. Lá eram feitos muitos rituais.

No fundo do templo ficava um pequeno espaço onde deveria permanecer a Arca da Aliança. Nos tempos de Jesus, porém, ela já não existia mais. Mesmo assim, os judeus continuavam a realizar os seus rituais porque ainda criam na manifestação de Deus naquele lugar. No dia do Perdão Nacional, era escolhido, por sorteio, dentre todos os da classe sacerdotal, apenas um homem para entrar no Santo dos Santos e lá oferecer sacrifício a Deus para alcançar Seu perdão para Israel (Lucas 1:8-9). Era um momento de muita apreensão, já que se o sacerdote entrasse lá em pecado, seria morto.

Hoje, depois da morte e ressurreição de Cristo, nosso Sumo-Sacerdote, todos os que crêem nEle podem entrar na presença de Deus e podem participar da carne e do sangue do Cordeiro. O próprio Jesus nos exorta a fazer dEle o nosso alimento, nosso Pão, o Pão da Vida. Ele nos chama a buscá-lo não pelas bênçãos (pelo pão que perece), mas buscar a intimidade com Ele (João 6:22-54). É isso que Ele quer dizer quando nos ensina a comer o pão, que é Sua carne, e beber o vinho, que é o Seu sangue: alimentar-se de tudo o que Ele fez por nós – a dor, a vergonha, a cruz, a morte – tudo o que Ele para que, hoje, pudéssemos ser salvos e ter paz com Deus. Por meio de Jesus, nós, antes gentios, temos acesso á presença de Deus (Efésios 2:11-18).

A morte de Jesus não trouxe apenas mudanças espirituais; trouxe também mudanças físicas. Diz a Bíblia que o véu do templo se dividiu em dois, de cima para baixo, no momento em que Cristo morreu (Mateus 27:50-51). O véu era tão espesso que duas juntas de bois puxando em direções opostas não eram capazes de rasgá-lo. Mas Deus o rasgou, Ele mesmo, para que todos pudéssemos entrar em Sua presença.

Não podemos viver o cristianismo sem essas três revelações, que são fundamentos da fé cristã:
– Crer, como fato real para mim, que Cristo Jesus morreu;
– Crer, da mesma forma, que Ele ressuscitou – para que nós possamos também ressuscitar (Hebreus 9:27);
– Crer que Ele subiu ao céu e está a direita de Deus Pai; crer que lá é também o meu lugar, em Cristo.

Sem ter revelação dessas verdades, o crente não consegue permanecer firme e pensa em desistir logo que aparece a primeira dificuldade. É muito importante saber valorizar a obra redentora de Cristo, à qual ele nos chama a recordar quando participamos da Santa Ceia, quando partimos o pão e bebemos do cálice da nova Aliaça de Deus com a humanidade! Aleluia!

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